José Renato
sábado, 12 de abril de 2014
Abominação em longa metragem
domingo, 30 de março de 2014
Sobre o tráfico de drogas
De José Renato Leal. Postados originalmente no Facebook.
Critiquemos o quanto quisermos a polícia, mas o lado do inimigo é aquele onde estão os efeitos nefastos das drogas e aqueles que trabalham para disseminar estas coisas. Aliás, ao falar sobre as drogas, estamos falando sobre vidas humanas precocemente destruídas. Álcool e cigarro podem causar muitos males, mas, ao lado do flagelo das drogas ilicitas, são como um "conto de fadas". Vamos ligar o senso de proporções? Não as drogas ilícitas, não à maconha, à cocaína, ao crack, a heroína, não ao tráfico de drogas, não à associação de maus policiais ao tráfico.
As drogas ilícitas tiram do ser humano a sanidade e a dignidade em um nível dramaticamente maior que o álcool. Somando este ao cigarro, cujos efeitos maléficos se restringem ao nível físico, o resultado é como, como já disse, um conto de fadas quando posto ao lado da "erva", do "pó" e da "pedra". O problema maior não é tão somente a matemática das mortes. Droga transforma pessoas ou em zumbis ou em gente desumanizada, sem freio e sem moral. Um exército de pessoas que renunciaram à civilização para conseguir mais prazer e mais dinheiro. Essa é dura realidade. O plantio, o processamento, o transporte, a venda e o uso tem que ser COMBATIDOS até o último folego enquanto houverem pessoas de bem nos postos de justiça e do policiamento. O combate só não é mais eficaz porque imperam a covardia, a preguiça e a traição nos postos avançados, ou melhor, a sociedade como um todo AINDA NÃO SE TOCOU do desastre cotidiano que testemunhamos. Nossos predecessores, no futuro distante, ainda vão se perguntar como pudemos conviver confortavelmente com tal situação.
terça-feira, 15 de outubro de 2013
Não se vá!
Caros, reproduzo abaixo a resposta dada por mim a um participante do Facebook acerca de sua anunciada saída da Igreja Católica rumo ao protestantismo. Por ética, substituo o nome dele por "Fulano".
"Fulano, deixo registrado que lamento no mais alto grau sua decisão. Uma geração incontável de homens e mulheres deram seu testemunho público exemplar e, por vezes, heróico, servindo a Nosso Senhor Jesus Cristo na Igreja Católica. O porquê a Igreja Católica não deu certo contigo é um daqueles mistérios que aguarda o nascimento do "sábio" homem que o decifrará. Estou aguardando o surgimento desta rara inteligência sobre a terra. Devo lembrá-lo, caro Fulano, que sua decisão de deixar a Igreja Católica implica que você tenha decidido negar, um a um, todos os pontos de Fé que distinguem a Igreja de outras denominações cristãs. Implica que vc tenha reservado algumas horas ou mesmo dias de seu precioso tempo para fazer um sério exame de consciência, repassando detalhamente cada pequena e grande consequência de sua decisão. Devo presumir, caro Fulano, que, se diz estar de saída, é porque vc realmente estava dentro da Igreja, ou seja, vc realmente havia aderido à doutrina integral da Igreja Católica. Se isto é verdade, então vc deve saber que a doutrina cristã é orgânica, ou seja, é formada por diversas partes hierarquicamente ordenadas e mutuamente dependentes, de forma que a negação de um único ponto de Fé compromete automaticamente diversos outros pontos. Mas, é claro, vc não seria tão tolo em tomar uma decisão tão vital para seu estado espiritual motivado por meras disposições psicológicas, como conforto e bem-estar. Até porque, se tais coisas tivessem a importância que lhe atribuem, Cristo não teria morrido como morreu. Afinal, o bem-estar, que não se confunde com a paz, não estava presente no lenho da Cruz.
Fulano, tomei a liberdade de visitar o seu perfil. Amigo... não retroceda, porque "dar para trás" no caminho percorrido? O que aconteceu? Que dúvida irresolvível vc tem que a Igreja já não tenha explicado e esmiuçado por meio de seu Magistério multissecular? Ou alguém te decepcionou, te maltratou, traiu sua confiança? Caro Fulano, Nosso Senhor não fundou a Igreja entre anjos, mas entre os homens, que são inclinados para o mal e lentos para o bem, MESMO APÓS O BATISMO, MESMO COM ANOS E ANOS DE CAMINHADA. Ou será que foi o "canto da sereia" da Sola Scriptura? Amigo, a Bíblia tem uma casa, que se chama Igreja. A Bíblia tem que ser lida a partir da Tradição viva da Igreja, foi assim desde sempre. Saiba que a Sola Scriptura protestante, que não corresponde à correta leitura que se deve ter da Bíblia, o levará a negar toda coroa de glória que Deus revestiu Maria, o levará a negar a presença Real de Nosso Senhor na Eucaristia, fonte de tantos santos e santas, o levará a negar que Nosso Senhor tenha dado autoridade suprema a Pedro pelo poder das Chaves, o levará a negar estas coisas e muitas outras mais. Vc está realmente disposto a deixar de lado tudo isto? Sob que pretexto, Fulano, vc se permitirá fazer estas coisas? Talvez vc diga: "O importante é Jesus", ou coisas do gênero. Fulano, Cristo e sua Igreja não são nuvens sem forma, que se desvanecem ao toque. A Nova Aliança é espiritual sim, mas da qual estão à serviço do espírito coisas muito concretas, palpáveis, como hierarquia e sacramentos, instituídos por Cristo. Seguir Jesus Cristo não é apenas receber suas consolações cotidianas, mas também aceitar a maneira como ele dispôs as coisas concretamente na história. Bem, Fulano, como católico, me coloco a sua disposição para ajudá-lo a esclarecer algum ponto que vc julgue pendente. Reflita sobre o que disse e, se Deus permitir, nos falaremos em breve. Abraços!"
sábado, 12 de outubro de 2013
Purgatório
A existência de um lugar de purificação chamado Purgatório parte de dois princípios: 1) Primeiro - digo popularmente pra ficar mais fácil de entender- Deus "não dá tapinha nas costas", 2) Há pecados que "levam à morte" (espiritual - pecados mortais) e há faltas que, se não impedem a salvação, nem por isso não exigem reparação.
O Purgatório não é uma rota alternativa de salvação. Só há dois caminhos: salvar-se ou perder-se eternamente. Entretanto, aqueles que morrerem sem pecados mortais, mas que possuírem faltas menos graves ou tiverem ainda imperfeições espirituais quaisquer a serem sanadas, poderão ser salvos, mas "passando por um fogo", como está nas Escrituras. Atentem para o fato de que o Purgatório não é uma modalidade alternativa à aplicação dos méritos conquistados por Nosso Senhor. Pelo contrário, o Purgatório é justamente a aplicação destes méritos conforme a justiça divina. Grande, imensurável é a misericórdia de Deus, sem dúvida. Entretanto, a misericórdia divina está sempre em consonância com sua também imensurável Justiça.
O Purgatório não é "segunda chance", nem "repescagem". Os que vão para o Purgatório estão salvos. Os méritos de Cristo são suficientes para todos superabundantemente, mas a aplicação destes méritos não se dá de forma indiscriminada, ou melhor, não se dá "na canetada". Caros protestantes, a justiça de Deus não finge que não há pecado no homem. Todo e qualquer pecado exige para a justiça divina uma satisfação, que são os méritos de Cristo aplicados não na base da "canetada", mas através dos atos de arrependimento e penitência individuais. Os protestantes tem grande dificuldade em reconhecer o papel do esforço humano no processo da salvação e ficam por aí dizendo bobagens acerca do que a doutrina católica ensina. QUEM OPERA A SALVAÇÃO É DEUS POR SUA GRAÇA. Mas, para ser salvo, o homem deve abrir-se à ação da graça de Deus. Esta abertura pressupõe uma série de ações humanas, no foro íntimo e exteriormente: arrependimento e confissão dos pecados, exercício das virtudes cristãs, prática das boas obras, render o culto devido a Deus etc. Cabe lembrar que Deus espera que façamos todas estas coisas, não porque estas coisas tenham um valor intrínseco, mas porque DEUS, NUM ATO LIVRE, FAZ COM QUE ESTAS COISAS PARTICIPEM DOS MÉRITOS DO SACRIFÍCIO DA CRUZ. Portanto, sejam honestos e parem de dizer que os católicos não crêem na graça de Deus. Aí pergunta o protestante: mas o bom ladrão Dimas não teve tempo para ter uma vida cristã convencional e, mesmo assim, foi salvo. Ocorre, caro protestante, que vc precisa ter uma visão mais ampla. Dimas foi salvo por ter aceito o dom da Fé no último instante e NA PREVISÃO DE QUE DARIA O DEVIDO TESTEMUNHO DESTA FÉ DE TODAS AS FORMAS POSSÍVEIS CASO TIVESSE TEMPO PARA TANTO. Da mesma forma, Dimas não foi batizado pela água, mas o foi sobrenaturalmente, NA PREVISÃO DE QUE ACEITARIA O BATISMO DA ÁGUA SE HOUVESSE TEMPO PARA TAL. Portanto, ainda que alguém tiver que ser salvo no último instante, Deus não dá "tapinha nas costas".
O Purgatório não é uma rota alternativa de salvação. Só há dois caminhos: salvar-se ou perder-se eternamente. Entretanto, aqueles que morrerem sem pecados mortais, mas que possuírem faltas menos graves ou tiverem ainda imperfeições espirituais quaisquer a serem sanadas, poderão ser salvos, mas "passando por um fogo", como está nas Escrituras. Atentem para o fato de que o Purgatório não é uma modalidade alternativa à aplicação dos méritos conquistados por Nosso Senhor. Pelo contrário, o Purgatório é justamente a aplicação destes méritos conforme a justiça divina. Grande, imensurável é a misericórdia de Deus, sem dúvida. Entretanto, a misericórdia divina está sempre em consonância com sua também imensurável Justiça.
O Purgatório não é "segunda chance", nem "repescagem". Os que vão para o Purgatório estão salvos. Os méritos de Cristo são suficientes para todos superabundantemente, mas a aplicação destes méritos não se dá de forma indiscriminada, ou melhor, não se dá "na canetada". Caros protestantes, a justiça de Deus não finge que não há pecado no homem. Todo e qualquer pecado exige para a justiça divina uma satisfação, que são os méritos de Cristo aplicados não na base da "canetada", mas através dos atos de arrependimento e penitência individuais. Os protestantes tem grande dificuldade em reconhecer o papel do esforço humano no processo da salvação e ficam por aí dizendo bobagens acerca do que a doutrina católica ensina. QUEM OPERA A SALVAÇÃO É DEUS POR SUA GRAÇA. Mas, para ser salvo, o homem deve abrir-se à ação da graça de Deus. Esta abertura pressupõe uma série de ações humanas, no foro íntimo e exteriormente: arrependimento e confissão dos pecados, exercício das virtudes cristãs, prática das boas obras, render o culto devido a Deus etc. Cabe lembrar que Deus espera que façamos todas estas coisas, não porque estas coisas tenham um valor intrínseco, mas porque DEUS, NUM ATO LIVRE, FAZ COM QUE ESTAS COISAS PARTICIPEM DOS MÉRITOS DO SACRIFÍCIO DA CRUZ. Portanto, sejam honestos e parem de dizer que os católicos não crêem na graça de Deus. Aí pergunta o protestante: mas o bom ladrão Dimas não teve tempo para ter uma vida cristã convencional e, mesmo assim, foi salvo. Ocorre, caro protestante, que vc precisa ter uma visão mais ampla. Dimas foi salvo por ter aceito o dom da Fé no último instante e NA PREVISÃO DE QUE DARIA O DEVIDO TESTEMUNHO DESTA FÉ DE TODAS AS FORMAS POSSÍVEIS CASO TIVESSE TEMPO PARA TANTO. Da mesma forma, Dimas não foi batizado pela água, mas o foi sobrenaturalmente, NA PREVISÃO DE QUE ACEITARIA O BATISMO DA ÁGUA SE HOUVESSE TEMPO PARA TAL. Portanto, ainda que alguém tiver que ser salvo no último instante, Deus não dá "tapinha nas costas".
sábado, 6 de julho de 2013
O que é esta erva daninha dentro de nós?
Acredito que a crise no cenário católico atual tem origem em algo que, devemos confessar, está dentro de cada um nós, católicos contemporâneos. O que é esta erva daninha dentro de nós?
É a crise da percepção da realidade do que somos e de onde estamos?
Quando os Apóstolos saíram do Cenáculo no dia de Pentecostes, eles tinham uma certeza: eram portadores da Verdade. Foi isto que “encantou” as centenas de pessoas que se converteram naquele dia.
Vivemos dentro de um sistema de pensamento que nos quer fazer crer que a nossa Fé é apenas uma coisa entre tantas outras coisas, como um item na seção de congelados no supermercado.
Ora, a nossa Fé não é apenas uma coisa entre tantas outras coisas. Cristo não morreria da forma como morreu para nos dar uma distração religiosa que nos entretessse. Nós somos chamados a ser portadores da Verdade diante do mundo, ponto final.
Se a idéia que fazemos da Fé e da pertença à Igreja é medíocre, tudo que fizermos com relação a isto será igualmente medíocre.
Como podemos colaborar para trazer comprometimento católico ao outro? Agindo com o mesmo espírito dos Apóstolos em Pentecostes, ensinando ao próximo sobre as verdades de nossa Fé (e da Moral) não como uma mera opção entre tantas, mas com o vigor de quem se reconhece como membro da Igreja que, não é dona da verdade, mas sua portadora.
Não nos deixemos contaminar pelo relativismo.
É a crise da percepção da realidade do que somos e de onde estamos?
Quando os Apóstolos saíram do Cenáculo no dia de Pentecostes, eles tinham uma certeza: eram portadores da Verdade. Foi isto que “encantou” as centenas de pessoas que se converteram naquele dia.
Vivemos dentro de um sistema de pensamento que nos quer fazer crer que a nossa Fé é apenas uma coisa entre tantas outras coisas, como um item na seção de congelados no supermercado.
Ora, a nossa Fé não é apenas uma coisa entre tantas outras coisas. Cristo não morreria da forma como morreu para nos dar uma distração religiosa que nos entretessse. Nós somos chamados a ser portadores da Verdade diante do mundo, ponto final.
Se a idéia que fazemos da Fé e da pertença à Igreja é medíocre, tudo que fizermos com relação a isto será igualmente medíocre.
Como podemos colaborar para trazer comprometimento católico ao outro? Agindo com o mesmo espírito dos Apóstolos em Pentecostes, ensinando ao próximo sobre as verdades de nossa Fé (e da Moral) não como uma mera opção entre tantas, mas com o vigor de quem se reconhece como membro da Igreja que, não é dona da verdade, mas sua portadora.
Não nos deixemos contaminar pelo relativismo.
sábado, 4 de maio de 2013
Papa Francisco: "Com o príncipe deste mundo não se pode se dialogar."
Vaticano: Francisco recorda perseguições contra cristãos
Papa diz que a fé implica que se enfrente «ódio do mundo»
Cidade do Vaticano, 04 mai 2013 (Ecclesia) – O Papa alertou hoje no Vaticano para as perseguições de que muitos cristãos ainda são vítimas, admitindo que a fé implica que se enfrente o “ódio do mundo”.
“O caminho dos cristãos é o caminho de Jesus. Se nós queremos ser seguidores de Jesus, não existe outra estrada, apenas a estrada que Ele assinalou, e uma das consequências disso é o ódio é ódio do mundo, e também do príncipe deste mundo”, o demônio, disse, na homilia da missa a que presidiu esta manhã na capela da Casa de Santa Marta, onde reside.
O Papa frisou que Jesus libertou os seus seguidores “do poder do mundo, do poder do diabo”, considerando que é essa a “origem do ódio”: “Nós somos salvos e esse príncipe que não quer que sejamos salvos, odeia”.
Francisco evocou as “tantas comunidades cristãs perseguidas no mundo” hoje, “mais do que nos primeiros tempos”.
“Com o príncipe deste mundo não se pode se dialogar: e isso está claro! Hoje o diálogo é necessário entre nós, é necessário para a paz. O diálogo é um hábito, é uma atitude que devemos ter entre nós para nos entendermos, deve ser sempre mantido. O diálogo vem da caridade, do amor, mas com o príncipe não se pode dialogar: só responder com a Palavra de Deus que nos defende”, alertou.
O Papa apelou ainda à unidade do ‘rebanho’ da Igreja, observando que se alguém deixa de ser “ovelha” não tem “um pastor que a defenda e cai nas mãos dos lobos”.
A missa contou pelo segundo dia consecutivo com um grupo da Guarda Suíça Pontifícia.
Papa diz que a fé implica que se enfrente «ódio do mundo»
Cidade do Vaticano, 04 mai 2013 (Ecclesia) – O Papa alertou hoje no Vaticano para as perseguições de que muitos cristãos ainda são vítimas, admitindo que a fé implica que se enfrente o “ódio do mundo”.
“O caminho dos cristãos é o caminho de Jesus. Se nós queremos ser seguidores de Jesus, não existe outra estrada, apenas a estrada que Ele assinalou, e uma das consequências disso é o ódio é ódio do mundo, e também do príncipe deste mundo”, o demônio, disse, na homilia da missa a que presidiu esta manhã na capela da Casa de Santa Marta, onde reside.
O Papa frisou que Jesus libertou os seus seguidores “do poder do mundo, do poder do diabo”, considerando que é essa a “origem do ódio”: “Nós somos salvos e esse príncipe que não quer que sejamos salvos, odeia”.
Francisco evocou as “tantas comunidades cristãs perseguidas no mundo” hoje, “mais do que nos primeiros tempos”.
“Com o príncipe deste mundo não se pode se dialogar: e isso está claro! Hoje o diálogo é necessário entre nós, é necessário para a paz. O diálogo é um hábito, é uma atitude que devemos ter entre nós para nos entendermos, deve ser sempre mantido. O diálogo vem da caridade, do amor, mas com o príncipe não se pode dialogar: só responder com a Palavra de Deus que nos defende”, alertou.
O Papa apelou ainda à unidade do ‘rebanho’ da Igreja, observando que se alguém deixa de ser “ovelha” não tem “um pastor que a defenda e cai nas mãos dos lobos”.
A missa contou pelo segundo dia consecutivo com um grupo da Guarda Suíça Pontifícia.
quarta-feira, 1 de maio de 2013
Crítica e julgamento
Toda crítica é um julgamento? Não. O julgamento condenado por Cristo é: 1) Negar ao próximo aquilo que lhe é concedido por Deus como oportunidade, inclusive para aquele que nega; 2) Concluir sem fundamento sobre a vida do próximo. No episódio da mulher adúltera, Nosso Senhor condenou a falta de misericórdia, resultado da concepção errônea que os acusadores tinham de si mesmos. Eles criam ter uma bagagem meritória que lhes dava o direito de serem implacáveis. Jesus desarmou rapidamente a todos, fazendo-os cair na realidade, constrangidos. Aquela pobre mulher havia, de fato, pecado, e Jesus reconhece isso, dirigindo-lhe um severo conselho: não peques mais. Portanto, Nosso Senhor condena o pecado e libera aquela mulher para que tenha uma chance de recomeçar. Implicitamente, o Senhor criticou a mulher, mas não a condenou. Ele não veio ao mundo para facilitar a condenação. Ele mesmo MORREU em nosso lugar, para que, por seu sacrifício, pudesse satisfazer plenamente a Justiça divina e assim nos abrir as portas do Céu. Deus quer que todos se salvem e cheguem ao conhecimento da verdade. Por isso, não podemos negar ao próximo a oportunidade de mudar de vida ou de se redimir de seus erros, nem podemos desejar a condenação eterna do próximo. Do contrário, estaremos julgando. Corrigir os que erram é uma obra de misericórdia. A correção fraterna é um direito de todo católico e, na prática, se constitui em um verdadeiro dever. A justiça cristã é misericordiosa e a misericórdia cristã é justa.
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